São Paulo
Local:
Galeria Emmathomas
Alameda Franca, 1054
Jardim Paulista - São Paulo
(11) 3045-0755
Horário:
das 11h às 19h; sábados das 11h às 15h
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Grátis
Artes Visuais, Exposição
Daniel Mullen – Equação das Cores

Tocar as cores, sentir o gosto dos sons e relacionar cheiros a imagens de maneira automática, sem qualquer relação com memórias afetivas. Chamada de sinestesia, essa confusão sensorial é definida por uma condição neurológica em que o estímulo em determinado sentido provoca reações em outro. São raros os sinestetas, mas a prática pode ser experienciada por todos, se estimulada sob determinados impulsos. É o que pretende Daniel Mullen, artista escocês que agora integra o corpo representado pela Emmathomas Galeria e que apresenta no Brasil a individual Equação das Cores, em cartaz entre 30 de março a 4 de maio.

“Suas pinturas, feitas quase sempre em tinta acrílica, são formadas por dezenas de camadas, que, juntas, representam uma outra sensação comum para os que levam consigo essa aptidão extra: a de ver as cores do tempo”, reflete Ana Carolina Ralston, que assina a curadoria da exposição.

Mullen traz para o país obras inéditas de Synesthisia, série concebida em colaboração com a também artista e cineasta americana Lucy Cordes Engelman, com quem hoje é casado. Na exposição, ele apresenta um conjunto de nove pinturas abstratas, na qual mantém a perspectiva em primeiro plano e coloca as cores como ponto de partida para projetar espaços e direções. “Minha pintura é um portal para que o espectador mergulhe em uma experiência sensorial. Quero que ela seja um lugar de reflexão”, pontua.

A relação de Mullen com este universo teve início justamente após a aproximação de Lucy, cineasta para quem os números e as letras têm uma conexão direta com as cores. Atualmente, ela colabora com a produção da série ajudando-o a definir as combinações cromáticas que nascem das linhas traçadas pelo artista em suas telas. O processo criativo do casal começa na escolha de datas específicas. Cada fração matemática que a compõe emite uma cor específica no cérebro de Lucy. O número dois, por exemplo, para ela é representado por um tom de amarelo. “Desvendo os códigos do tempo, encontrando as cores de cada número através de seus olhos. O tempo e as cores são os dois fatores variáveis e necessários para desvendar essa equação”, explica o artista.

A combinação precisa entre a pigmentação e a geometria presente nos trabalhos de Synesthisia cria perspectivas incomuns e confundem o espectador com jogos de ilusão de ótica, em uma referência direta ao movimento cinético dos anos 50. Com a técnica adotada pelo artista, as telas ganham volume, aparentando ter incrustadas, em sua superfície, dezenas de chapas de vidro multicolorido que caminham em direção ao observador.

Sobre o artista

O pintor abstrato Daniel Mullen nasceu em Glasgow, na Escócia, em 1985. Formou-se em 2011 na Gerrit Rietveld Academy, em Amsterdam, cidade onde reside atualmente. Mullen já teve seus trabalhos expostos em Londres, Vancouver, Nova York e, recentemente, realizou sua primeira exposição no Direktorenhaus Museum, em Berlim.

Em séries anteriores, o artista toma como ponto de partida sua paixão pela arquitetura e pela construção de espaços, criando ambientes virtuais para, na sequência, esvaziá-los, retirando deles qualquer índice de escala.

Até 4 de maio
De segunda a sexta das 11h às 19h; sábados das 11h às 15h

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