São Paulo
Rapidinha com o Uia: Lulina
Por: Uia Diário
21 de maio de 2019


lulinaLulina é paixão à primeira ouvida! Compositora e cantora de Recife, mora em São Paulo desde 2003 (mas não perdeu o sotaque liiindo!) e lança álbuns experimentais caseiros desde 2001, tendo ao todo 10 discos “artesanais”, todos com composições próprias e letras em português.

Mesmo antes de lançar seu primeiro disco oficial por gravadora, foi capa do Guia da Folha de SP (2006), participou da coletânea Satanic Samba (lançada na Bélgica e Holanda), da coletânea em k7 Brasil could be your life, lançada em Washington pela gravadora Wild Animal Kingdom, foi matéria da revista inglesa Plan B, da Rolling Stone Brasil, do site português Bodyspace.net e participou de alguns festivais, como o primeiro Resfest Brasil e o Festival Coquetel Molotov, abrindo para The Kills. Ufa!

Em outubro de 2009, lançou seu primeiro disco por gravadora, o “Cristalina” (Yb music). Depois, participou de trilhas de cinema (Filme “A mulher invisível”), seriados (Alice – Hbo), outras coletâneas internacionais (The Wire, Sounds and Colours e revista espanhola Zona de Obras) filmes publicitários (Revista TPM) e realizou uma turnê pelos EUA em março de 2010, passando por Chicago, Seattle, Olympia, Wenatchee e Portland. Em 2010 lançou mais um disco caseiro, dessa vez em parceria com centenas de pessoas em um projeto colaborativo baseado em internet, chamado “Meus dias 13”.

Em novembro de 2013, lançou seu segundo disco pela gravadora Yb, o “Pantim”. E no ano seguinte criou, junto com seu parceiro Leo Monstro, uma banda infantil de música pop-eletrônica chamada Babá Eletrônica.

Agora ela prepara seu terceiro disco pela Yb, que sai em julho, e nesta terça-feira (21/5) mostra algumas das novas canções em show no Centro da Terra. Fizemos uma Rapidinha com ela:

Uia: Qual a boa em São Paulo?
Lulina: Os bazares em editoras, as feiras de vinil e os pequenos shows dos muitos artistas independentes maravilhosos que brotam na cidade.

Uia: E uma roubada?
Lulina: Roubada é tão subjetivo. Acho que não há roubada se a expectativa não for alta.

Uia: Uma trilha sonora pra São Paulo.
Lulina: Tom Zé (“São São Paulo”, “Augusta, Angélica e Consolação”, “A briga do Edifício Itália e do Hilton Hotel”, “Senhor Cidadão”, etc). Apesar de baiano (e talvez por causa disso), é o olhar sobre São Paulo com o qual eu mais me identifico.

Uia: Qual o último show que você viu na cidade?
Lulina: Maô: contraponto e fuga da realidade. Disco novo do Mauricio Tagliari com participação de grandes músicos, como Rodrigo Campos, Luedji Luna, Juliana Perdigão, Saulo Duarte e outros trinta talentos.

Uia: O que te tira o sono em SP?
Lulina: O mesmo que me tira o sono em qualquer cidade do país hoje: o ódio que muitas pessoas expressam e a facilidade com que esse ódio é manipulado através das novas tecnologias. Essa sensação de viver numa distopia..

Uia: Alguma solução pra voltar a dormir em paz?
Lulina:Ter paciência – que é o oposto da raiva – e que é a postura que mais se aproxima do amor, pra mim, porque nos ajuda a realizar as coisas sem agressividade, no seu tempo. E, claro, torcer para a chegada rápida dos alienígenas.

Uia: Um rosto e/ou voz pra São Paulo.
Lulina: A voz do metrô. “Estação Consolação”.

Uia: Um espetáculo que você gostaria de ver na cidade.
Lulina: Blood Orange e Ariel Pink em uma mesma noite, com Lésbicas Assassinas de Los Angeles abrindo.

Uia: Qual bairro você homenagearia numa canção?
Lulina:Vila Madalena, bairro onde vivi grandes alegrias musicais desde que cheguei na cidade (foi onde gravei discos, lancei discos, fiz meus primeiros shows, etc).

Uia: Uma frase que defina São Paulo.
Lulina: “Puta, meu, tipo, nossa, cara, então, cola na balada de sexta, mó legal”.

Foto: Renato Parada

 

 

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