São Paulo
Rapidinha com o Uia: Elohim Barros
Por: Uia Diário
04 de janeiro de 2018


elohimElohim Barros é uma das pessoas responsáveis por encontrar e transformar, há cerca de quatro anos, o predinho que hoje conhecemos como Farol, que já abrigou e ainda abriga uma série de iniciativas suuuuper bacanas de São Paulo, ali na região do Anhangabaú.

A mais conhecida delas é a Balsa, aquela casa de encontros (como eles preferem chamar) linda e acolhedora, que tem o bar e o rooftop mais charmosos da capital – na nossa opinião e de muita gente – e promove festas, eventos e shows no melhor estilo “sala de casa”, que aquecem a alma e colorem nossa vida bem no coração da selva de pedra que é o Centrão da cidade. Há alguns meses, o espaço começou também a abrir todas as quintas-feiras para aquele happy-hour necessário na chegada do final da semana.

Além de gerenciar a Balsa, junto com sua esposa e também designer Renata Mein, Elohim é uma espécie de síndico do predinho – que já foi sede do Uia e abrigou no terceiro andar o estúdio onde gravamos por um tempo o nosso programa de rádio, o Uia no Ar. E como todo bom síndico, ele sabe das coisas legais e chatas de um lugar como ninguém. Confere nossa Rapidinha com ele:

Uia: Qual a boa em São Paulo?
Elohim Barros: Os lugares abertos. Ficamos muito tempo enfiados nas nossas bolhas. A cidade está se abrindo cada vez mais e para todos, temos que aproveitar e ocupar esses espaços para eles seguirem abertos. O carnaval de Rua é um bom exemplo.

Uia: E uma roubada?
EB: Tudo que é caro só porque é Hype ou porque usa o $$ para selecionar o público.

Uia: Uma trilha sonora pra São Paulo.
EB: Todas! Eu normalmente escuto músicas com baixão, tipo funk, reggae, hip-hop e rock, mas São Paulo encaixa em qualquer estilo.

Uia: Qual o último show que você viu na cidade?
EB: Jackie Robinson acústico na Balsa.

Uia: E o último filme que assistiu?
EB: Mother (tenho sentimentos mistos sobre ele).

Uia: O que te tira o sono em SP?
EB:  Gente que apesar de viver na maior cidade da América do Sul e ser obrigada a interagir com toda essa variedade de seres humanos, não consegue ter empatia pela diferença. Gente que não consegue ceder nem um pouquinho para favorecer uma outra classe.

Uia: Alguma solução pra voltar a dormir em paz?
EB: A mistura, os encontros… o povo precisa conhecer e aprender a respeitar as pessoas que pensam e são diferentes.

Uia: Um rosto e/ou voz pra São Paulo.
EB: Difícil… Um rosto paulista que quase sempre me agradou foi o da Rita Lee. Sempre fui muito fã também do Angeli e da Laerte, acho que o humor é fundamental nas críticas que precisam ser feitas.

Uia: Um espetáculo que você gostaria de ver na cidade.
EB: The Meters e Neil Young.

Uia: Qual bairro você homenagearia numa canção?
EB: O Centro.

Uia: Uma frase que defina São Paulo.
EB: Existem muitas São Paulos dentro de São Paulo.

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