Porto Alegre
Horário:
das 18h30 às 22h
$
de R$5,00 a R$10,00
Cinema
O Fenômeno dos Novos Cinemas

A Cinemateca Capitólio Petrobras apresenta de 04 a 16 de junho a mostra O Fenômeno dos Novos Cinemas, com uma programação que apresenta obras de quatorze cineastas que transformaram o cinema na década de 1960, como o brasileiro Glauber Rocha, o indiano Mrinal Sen, a norte-americana Barbara Rubin, o canadense Gilles Groulx e o alemão Alexander Kluge.

A mostra conta com a exibição de As Pequenas Margaridas, obra-prima transgressora da tcheca Věra Chytilová, realizada em 1966, na abertura, terça-feira, 04 de junho, às 20h. Carro-chefe da Nouvelle Vague Tcheca, o filme é um exercício audiovisual extravagante, anarquista e dadaísta, com uma explosão de cores psicodélicas e símbolos do inconsciente. A diretora definiu o filme como “uma farsa filosófica feminista”.

O público poderá participar de duas sessões comentadas, agendadas para os dias 05 e 16 de junho: na quarta-feira, 5 de junho, às 20h, o pesquisador das cinematografias africanas Pedro Henrique Gomes participa de um debate após a sessão com quatro filmes do realizador nigerino Moustapha Alassane realizados entre 1962 e 1966. No domingo, 16 de junho, às 18h, a sessão de encerramento da mostra apresenta a cópia restaurada em DCP de O Demônio das Onze Horas, um dos filmes mais celebrados de Jean-Luc Godard, seguida de debate com o crítico Enéas de Souza, autor do livro Trajetórias do Cinema Moderno.

Barravento, primeiro longa-metragem de Glauber Rocha, tem exibição de cópia restaurada em DCP no sábado, dia 08. A mostra também marca a celebração do 50º aniversário de três obras-primas vanguardistas realizadas em 1969: O Chacal de Nahueltoro, filme emblemático do nuevo cine chileno de Miguel Littin, Mr. Shome, o marco inicial do Cinema Paralelo Indiano, realizado por Mrinal Sen, e Diário de um Ladrão Shinjuku, um dos filmes mais radicais de Nagisa Oshima, um dos fundadores da Nouvelle Vague Japonesa.

O Fenômeno dos Novos Cinemas tem co-organização do Goethe-Institut Porto Alegre, da Cinemateca Chilena, da Embaixada da França no Brasil, Cinemateca da Embaixada da França no Brasil e Institut Français.

A Cinemateca Capitólio Petrobras conta, em 2019, com o projeto Cinemateca Capitólio Petrobras programação especial 2019 aprovado na Lei Rouanet/Governo Federal, que será realizado pela FUNDACINE – Fundação Cinema RS e possui patrocínio master da PETROBRAS. O projeto contém 26 diferentes atividades entre mostras, sessões noturnas e de cinema acessível, master classes e exposições.

A bilheteria abre 30 minutos antes das sessões. A Cinemateca Capitólio Petrobras fica na Rua Demétrio Ribeiro 1085 – Esq. com Borges de Medeiros. Mais informações (51) 3289 7453 | http://www.capitolio.org.br |facebook.com/cinemateca.capitolio

FILMES

Barravento
Brasil, 1962, 78 minutos, DCP
Direção: Glauber Rocha
Numa aldeia de pescadores de xaréu, cujos antepassados vieram da África como escravos, permanecem antigos cultos místicos ligados ao candomblé. A chegada de Firmino, antigo morador que se mudou para Salvador fugindo da pobreza, altera o panorama pacato do local, polarizando tensões.

A Solidão do Corredor de Fundo
(The Loneliness of the Long Distance Runner)
Reino Unido, 1962, 104 minutos, HD
Direção: Tony Richardson
Rapaz rebelde vai para reformatório depois de um roubo mal sucedido. O diretor descobre nele um enorme talento para corrida e se aproveita disso para tentar conquistar o campeonato entre reformatórios.

Natal na Terra
(Chrismas on Earth)
Estados Unidos, 1963, 30 minutos, HD
Direção: Barbara Rubin
Obra transgressora inspirada no poema Uma Temporada no Inferno, escrito por Arthur Rimbaud. Ao combinar, através de um ritual orgiástico, as paixões da jovem cineasta – 17 anos de idade – e as aspirações de emancipação de seu tempo, Natal na Terra tornou-se rapidamente uma obra de arte icônica da cena underground dos Estados Unidos.

O Evangelho Segundo São Mateus
(Il vangelo secondo Matteo)
Itália, 1964, 138 minutos, HD
Direção: Pier Paolo Pasolini
A vida de Jesus Cristo é recontada segundo o primeiro e o mais belo dos Evangelhos, o de São Mateus.

O Gato no Saco
(Le Chat dans le Sac)
Canadá, 1964, 75 minutos, HD
Direção: Gilles Groulx
Um jornalista encontra-se em um conflito entre tentar mudar a sociedade ou aceitar seu lugar nela. Enquanto vive essa tensão existencial, sua namorada, uma jovem atriz, não compartilha dos mesmos pensamentos. Surge uma tensão entre os dois. O longa de estreia de Groulx é um dos pilares do cinema moderno realizado no Québec nos anos 1960.

O Demônio das Onze Horas
(Pierrot Le Fou)
França, 1965, 115 minutos, DCP
Direção: Jean-Luc Godard
Para escapar de uma sociedade entediante, Ferdinand Griffon viaja com Marianne. Os dois iniciam uma onda de crimes que vai da França ao Mediterrâneo e termina com um banho de sangue.

Filmes de Moustapha Alassane

O Anel do Rei Koda
(La bague du roi Koda)
Níger, 1962, 24 minutos, HD
Direção: Moustapha Alassane
Ilustração de uma lenda do país de Djerma em Niger. No reino do Rei Koda, um selvagem e cruel déspota, vive um bravo pescador chamado “Dedo de Deus”. Para testar sua virtude, o rei Koda lhe dá o anel que ele usa em seu dedo com a missão de devolvê-lo depois de um ano.

Aouré
Níger, 1962, 30 minutos, HD
Direção: Moustapha Alassane
Neste híbrido de ficção e documentário, Alassane narra a vida conjugal de um jovem casal muçulmano de etnia Zharma que vive no vale do rio Níger.

O Retorno do Aventureiro
(Le retour d’un Aventurier)
Níger, 1966, 33 minutos, digital
Direção: Moustapha Alassane
Uma sátira aos filmes de cowboys norte-americanos é o plano de ação que leva o diretor Moustapha Alassane a questionar a África e o mundo ocidental.

Boa Viagem, Sim
(Bon Voyage, Sim)
Níger, 1966, 5 minutos, digital
Direção: Moustapha Alassane
Sim, presidente da ‘Repúplica dos Sapos’, parte em viagem convidado pelo presidente de um país vizinho

As Pequenas Margaridas
(Sedmikrásky)
Tchecoslováquia, 1966, 72 minutos, DCP
Direção: Věra Chytilová
Duas garotas, ambas chamadas Marie, reconhecem que o mundo está corrompido e decidem embarcar em uma série de brincadeiras destrutivas que consomem e destroem o que está ao redor delas. Carro-chefe da Nouvelle Vague Tcheca, o filme é um exercício audiovisual extravagante, anarquista e dadaísta, com uma explosão de cores psicodélicas e símbolos do inconsciente. A diretora definiu o filme como “uma farsa filosófica feminista”.

Despedida de Ontem
(Abschied von Gestern)
Alemanha, 1966, 84 minutos, digital
Direção: Alexander Kluge
Uma jovem, Anita G., rouba um pulôver para se aquecer. Cumprida a pena, ela faz várias tentativas de começar vida nova. Depois de uma fuga em ziguezague, vai parar de novo na cadeia. Os nazistas tinham levado seus pais. Ela vem do Leste. E agora passa frio no Oeste. Três Alemanhas.

Memórias do Subdesenvolvimento
(Memorias del subdesarrollo)
Cuba, 1968, 97 minutos, HD
Direção: Tomás Gutiérrez Alea
Baseado no livro homônimo de Edmundo Desnoes, o filme conta a história de Sergio. Mesmo após a partida de seus amigos e familiares de Cuba, no início dos anos 1960, ele decide permanecer no país e acompanhar as transformações vivenciadas após a Revolução.

A Cor da Romã
(Sayat Nova)
União Soviética, 1969, 80 minutos, HD
Direção: Sergei Parajanov
A vida, a arte, as ideias, as paixões, os tormentos e as trepidações da alma do trovador armênio do século XVIII, Harutyun Sayatyan, conhecido como Sayat Nova (O Rei da Canção). Uma abordagem lírica e mística recriada por Parajanov a partir do mundo interior do poeta.

O Chacal de Nahueltoro
(El Chacal de Nahueltoro)
Chile, 1969, 95 minutos, HD
Direção: Miguel Littin
Basado em fatos reais, o filme é a recriação de um impactante crime, descoberto na crônica policial do Chile em meados da década de 1960, quando um campesino chamado Jorge del Carmen Valenzuela Torres foi preso pelo assassinato múltiplo de uma mulher campesina e seus cinco filhos, na localidade de Nahueltoro.

Mr. Shome
(Bhuvan Shome)
Índia, 1969, 85 minutos, digital
Direção: Mrinal Sen
Viúvo acostumado à rotina resolve tirar um dia de folga. O encontro com uma jovem camponesa abala seu modo de ver a vida. Comédia política com uma enorme abertura à invenção cinematográfica, o filme é considerado o marco inicial do cinema paralelo indiano.

Diário de um Ladrão de Shinjuku
(Shinjuku Dorobu Nikki)
Japão, 1969, 96 minutos, HD
Direção: Nagisa Oshima
Um retrato híbrido de Shinjuko, bairro famoso de Tóquio, livremente centrado em duas personagens: Torio Okanoue, que tem um fascínio quase erótico pelos livros que rouba de uma livraria, e Umeko Suzuki, a assistente da loja começa a se relacionar com ele após tê-lo observado a roubar.

GRADE DE HORÁRIOS
4 a 16 de junho

4 de junho (terça-feira)
20h – As Pequenas Margaridas

5 de junho (quarta-feira)
18h30 – As Pequenas Margaridas
20h – Filmes de Moustapha Alassane + debate com Pedro Henrique Gomes

6 (quinta-feira)
18h30 – Filmes de Moustapha Alassane
20h – O Gato no Saco

7 (sexta)
18h30 – Despedida de Ontem
20h – A Cor da Romã

8 (sábado)
18h30 – Barravento
20h – Memórias do Subdesenvolvimento

9 (domingo)
18h30 – Despedida de Ontem
20h – A Solidão do Corredor de Fundo

11 (terça)
18h30 – Despedida de Ontem
20h – Memórias do Subdesenvolvimento

12 (quarta)
18h30 – O Demônio das Onze Horas
20h30 – O Chacal de Nahueltoro

13 (quinta)
18h – A Solidão do Corredor de Fundo
20h – Mr. Shome

14 (sexta)
18h – A Cor da Romã
20h – Projeto Raros Especial: Diário de um Ladrão Shinjuku

15 (sábado)
18h – O Evangelho Segundo São Mateus
21h – Natal na Terra

16 (domingo)
18h – O Demônio das Onze Horas + debate com Enéas de Souza

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