Porto Alegre
Local:
Galeria Ecarta
Avenida João Pessoa, 943
Porto Alegre
(51) 4009-2971
Horário:
das 19h às 21h
$
Gratuito
Exposição
Lançamento de projeto educativo na exposição de Leo Caobelli

Com visitação aberta ao público a partir de sábado (15), incluindo a estreia da programação educativa, da curadora Claudia Hamerski, a exposição do artista Leo Caobelli ganha abertura propriamente dita na terça-feira (18) com curadoria de Fernanda Medeiros.

// AÇÃO EDUCATIVA //
No sábado (15) inicia um novo projeto educativo para professores, articuladores da arte e demais interessados. O primeiro Encontro de Engajamento acontece das 10 às 12h.

O projeto pretende envolver, além de professores das redes pública e privada, estudantes por meio de workshops com artistas e curadores, visitas a escolas e exposições, formação de professores, elaboração de projetos pedagógicos e seminários. A iniciativa tem curadoria educativa de Claudia Hamerski.

Os objetivos são aprimorar, compartilhar e estimular a troca de conhecimentos e experiências sobre as produções artísticas contemporâneas envolvendo a articulação entre diversos meios e ênfase na experiência do fazer artístico.

De acordo com Claudia, haverá também ações abertas ao público durante o ano para instigar o conhecimento sobre as exposições com utilização de recursos específicos do campo das artes (glossários e interpretação). “Os espaços de cultura podem ser locais de aprendizagem e formação estética, contemplando professores e alunos”, enfatiza.

As inscrições, gratuitas, podem ser realizadas pelo telefone (51) 4009-2970 ou pelo e-mail beti@fundacaoecarta.org.br

// EXPOSIÇÃO //
Os trabalhos reunidos na exposição “Algum pequeno oásis de fatalidade perdido num deserto de erros” nascem de uma espécie de impulso arquivista do artista Leo Caobelli que coleta, compila, reordena e cataloga. São nos galpões de reciclagem de lixo eletrônico que Caobelli encontra os discos rígidos danificados ou descartados que servem de fonte infinita para as combinações e coleções do artista.

Os HDs adquiridos passam a integrar o catálogo que os organiza por local de compra, número da saída de campo e resultado de seu teste de leitura, momento no qual um software de recuperação de dados extrai seu conteúdo latente (etiqueta verde para os discos dos quais foi possível a recuperação de dados, e vermelha para os que não houve recuperação).

Após cinco anos, são mais de 2 milhões de dados expressos em fotos, vídeos, música e textos que constituem o vasto acervo de informações do artista. Os trabalhos apresentados na Ecarta evocam questões e reflexões sobre pautas do cotidiano contemporâneo como o arquivamento; a privacidade e a vigilância das imagens no ambiente digital/virtual; e o excesso de produção visual a partir de dispositivos móveis.

Cabe apontar que, tomando como ponto de partida a ideia de que as imagens sobrevivem porque há um sistema de atores, produtores e consumidores que as desejam e as mantém vivas, a exposição apresenta trabalhos que o espectador decide se deseja examinar os arquivos recuperados dispostos na galeria.

A mostra conta com a participação especial da artista Joana Burd e dos músicos Valmor José Pedretti Jr., Diego Medina, Carlos Ferreira e Brenno Di Napoli.

A visitação pode ser realizada até 4 de agosto com entrada gratuita.

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