Porto Alegre
Local:
Fora da Asa
Rua José do Patrocínio, 642
Porto Alegre
Horário:
19h
$
Grátis
Artes Visuais, Exposição
Exposição Cores de Bissau

A Fora da Asa – Experiências Plurais tem a honra, a alegria e o entusiasmo de abrir as portas para a belíssima exposição de fotografias Cores de Bissau, do fotógrafo e cineasta Maurício Canterle, sob a curadoria de Alexandre Pandolfo.

O conjunto de 25 fotos que estarão expostas a partir do dia 19 de outubro até o dia 1. de novembro deste ano retratam fragmentos de tempo e do cotidiano das cidades de Bafatá, Gabu e Contuboel, em Guiné Bissau, através de uma particular decomposição da luz solar, num espectro de cores que vibram comoções mútuas com os olhares e os gestos dirigidos por crianças, adultos e idosos à objetiva de Canterle. São fotografias diante das quais podemos nos permitir surpreender-nos por um face a face jamais antecipável, que registra uma potência de linguagem de acordo com a qual se destaca sobretudo o valor ancestral e radical do encontro próprio com o outro.

As fotografias que apresentamos nesta exposição foram tomadas no início do ano de 2016, quando o fotógrafo teve a oportunidade de visitar o continente africano a fim de registrar a viagem de um grupo de brasileiros. Como nos conta o fotógrafo, a sua ideia era fazer um documentário sobre as condições do país, cujo roteiro foi sendo construído ao longo da viagem – e que se transformou de fato no curta Cores de Bissau, apresentado em alguns festivais e que será apresentado no #2. Cine Africanidades, no dia 29 de outubro, na Fora da Asa.

Guiné Bissau é um dos dez países mais pobres do mundo, apesar disso a beleza e a coragem do seu povo são capazes de encantar aqueles que se dispõem ir ao seu encontro, sobretudo se notarmos a força do olhar das mulheres, tragicamente acostumadas a lidar com a morte precoce de seus filhos. Nas palavras do fotógrafo, em todos os âmbitos era possível avistar múltiplas forças vitais dignas de serem registradas, seja por suas marcas aparentes, suas sutilezas e generosidades e ou pela presença iminente do sofrimento social. Canterle viu através das suas lentes um povo que sofre pela falta de alimentos, energia elétrica, água encanada e várias outras mazelas, mas acima de tudo um povo orgulhoso de seus gestos corporais, seus penteados e suas roupas coloridas, escolhendo retratar especialmente o rosto das pessoas que encontrou. Certamente, tratam-se de fotografias que recuperam o caráter inédito dos encontros verdadeiros.

 

texto via Divulgação
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