Porto Alegre
Local:
Área 51
Avenida Coronel Lucas de Oliveira, 894
Porto Alegre
Horário:
das 19h às 23h
$
Gratuito
Artes Visuais, Exposição
Abertura da exposição “Graças às Deusas”

O coletivo de curadoria e conteúdo de arte Artikin e a escola de metodologias criativas Perestroika convidam para a abertura da exposição inaugural do Projeto Blackwall 2019.

“Graças às Deusas” será a primeira de três exposições que realizaremos ao longo deste ano, no intuito de disseminar trabalhos e poéticas da geração de artistas atuantes na cena contemporânea de Porto Alegre e região.

A exposição coletiva é composta por artistas mulheres que criam mediante diferentes suportes, meios, sagrados e profanos – “Graças às Deusas” propõe que não há forma, nem nome, nem pudor, nem comportamento, nem aparência, nem expectativas, nem poder pré-definido de feminino.

O processo curatorial da exposição foi fortalecido e democratizado por uma chamada aberta promovida pelo Artikin durante o mês de abril. Aos artistxs interessadxs em participar das próximas edições, a convocatória segue aberta pelo link bit.ly/BlackWall2019

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ARTISTAS PARTICIPANTES

Ariane Oliveira
Juliana Gonzalez
Marina Borges
Melina Toffanello
Mitti Mendonça
Renata Sampaio
Ursula Jahn
Verônica Vaz

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NÃO HÁ FORMA PRÉ-DEFINIDA DE FEMININO
– por Juliana Proenço de Oliveira

Esqueça-se o aqui e agora. Ishtar, Sekhmet, Ártemis, Frigga, Tonantzin, Jaci, Iemanjá: todas divindades femininas, nenhuma idêntica. Criaturas multipoderosas, que se fortalecem nas suas ambiguidades, na insubmissão, no inconstante da natureza. E que resistem, como santas ou como bruxas, milênios depois, na invisível trama simbólica dos nossos imaginários.

Ainda assim, o-que-cabe-ou-não a uma mulher fazer é disparador de uma luta já antiga e sem sinal de encerramento. Veja-se a arte, um terreno (em tese) aberto: o devido reconhecimento às artistas mulheres foi negado sob alegação de inexistência ou de produção “menor”, “artesanal”, por séculos a fio. Na série “Anonymous was a woman”, Miriam Schapiro retoma Virginia Woolf, abordando a incômoda questão de que, mesmo (ou sobretudo) na modernidade, a produção feminina teve a autoria suprimida; bordados, estampas e performances não eram assináveis, nem com pseudônimos.

E os suportes tradicionais tampouco traziam alternativas viáveis. Como esquecer do “elogio” de Hans Hoffman diante de uma pintura de Lee Krasner (não só esposa de Pollock, mas exímia abstracionista): “Isso é tão bom que você nunca saberia que foi feito por uma mulher”.

Lembre-se que o exemplo de Krasner é dos anos 1950, e de Schapiro, dos 70. Não é exagero algum reforçar, aqui e agora, a produção artística, a liberdade e as ambiguidades femininas. É isto que esta exposição propõe, envolvendo artistas que trabalham com diferentes suportes, meios, formas, sagrados e profanos.

Não há forma, nem nome, nem pudor, nem comportamento, nem aparência, nem expectativas, nem poder pré-definido de feminino.

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PROGRAME-SE

Abertura: 21/5 | terça-feira

Horário: 19h às 23h

Visitação: 22/5 a 19/7 [mediante agendamento pelo e-mail michelle@perestroika.com.br ou durante os eventos previstos no calendário da mostra – a serem anunciados]

Local: Perestroika | AREA51 – Av. Cel. Lucas de Oliveira, 894 – Porto Alegre/RS, Brasil

A noite de abertura contará com música por Carol Zenha e os drinks assinados pelo Bar Josephyna’s estarão à venda.

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EQUIPE ARTIKIN POA

Eduardo Biz
Gabriela Traple Wieczorek
Juliana Proenço de Oliveira
Laura Klein
Lucie Menegon Alessi

Artikin é um coletivo de curadoria cultural e criação de conteúdo especializado em arte – conheça nosso site www.artikin.com

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