Local:
Estúdio Lâmina
Avenida São João, 108
sala 41, São João - Catalão
(11) 3228-6815
Horário:
das 14h às 00h30
$
R$ 15
Literatura, Música
GrandBazaar @ La Garçonnière

1917:
Rua Líbero Badaró, 67, no 3º andar, sala 2: endereço onde Oswald de Andrade (1890-1954) manteve, entre 1917 e 1918, no Centro de São Paulo sua Garçonière (quase 100 anos depois de alterações, o número atual é 452). Com algumas telas de Di Cavalcanti e Anita Malfatti nas paredes, o espaço era ponto de encontro entre seus amigos e sua amante, Maria de Lourdes Pontes, uma estudante de 16 anos, do Colégio Caetano de Campos, chamada por Oswald de Miss Cyclone. O fato de ir sozinha à Garçonière regularmente, sendo uma adolescente, fascinava os que mais frequentavam aquela Garçonière: Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, Ribeiro Couto, Di Cavalcanti, Monteiro Lobato, Menotti del Picchia, entre outros. No “covil da rua Líbero” (como a Garçonière era chamada pelo autor de Memórias Sentimentais de João Miramar), entre muita discussão, brigas, amores e manuscritos pelo chão, ao som de uma Grafonola Columbia e poucos discos, aconteceu o grande ensaio do que seria a Semana de Arte Moderna de 1922. Parte do que fizeram foi contado num livro de registro de impressões: O Perfeito Cozinheiro das Almas deste Mundo, batizado por Pedro Rodrigues de Almeida, um dos habitués. Relatório de surrealidades, o livro-caixa-de-surpresas (apelidado anos depois por Haroldo de Campos), totalizou 203 páginas preenchidas com ditos e desditos, trocadilhos, piadas, desenhos, recortes, caricaturas, poemas, quase-poemas e uma “troca de correspondências” entre os frequentadores da Garçonière, que usavam apelidos: Oswald era Garoa e Miramar; Deisi era Miss Cyclone, Miss Tufão, Miss Terremoto, Tufãozinho ou Gracia Lohe; Pedro Rodrigues de Almeida era João de Barros); Monteiro Lobato era Frei Lupus Ancilóstomo, Conselheiro Acácio, Chico das Moças, Lobe, Rowita, Constante Leitor, Cuscus, Tutu Lambari e Zé Catarro; Menotti del Picchia era Paulo; o poeta Guilherme de Almeida era Guy e o desenhista Ignácio da Costa Ferreira era Ferrignac, Ventania e Jeroly. Os frequentadores do retiro oswaldiano anteciparam a era modernista, inaugurado naquele livro-objeto, “o cardápio perfeito para o banquete da vida”, como escreveu Guilherme de Almeida. A Garçonière não existiria sem o livro de registro, assim como não existiria sem Oswald. Nas folhas do livro-caixa-objeto, Oswald compôs o primeiro esboço do seu romance “Memórias Sentimentais de João Miramar”, publicado em 1924, a mais experimental obra da literatura modernista. Como todos os transformadores, Oswald de Andrade fundiu vivência e obra na experiência literária: arte & fraternidade. A grande obra é vida.

2016:
Avenida São João, 108, quarto andar, esquina com a Rua Líbero Badaró, num prédio muito parecido ao da Garçonière oswaldiana, o Escultor Social e Curador Luciano CortaRuas e o Editor e Poeta Vanderley Mendonça inauguraram uma Garçonière (exatos cem anos depois da inauguração do Cabaret Voltaire, em Zurique) e apenas a cem metros de onde funcionou a de Oswald de Andrade, entre 1917 e 1918. A Garçonière do século XXI, que tem um leve tempero Dadá, abriga amigos, poetas, escritores, artistas e convidados numa das salas do Estúdio Lâmina (galeria e ateliê que reúne artistas residentes de várias partes do Brasil e estrangeiros). Com o mesmo espírito modernista de paradoxo, fraternidade, arte & vida, os organizadores abrem as portas ao público uma vez por mês.

A partir das 14 h: GRANDBAZAAR

Livros + Artes Plásticas + Música + Moda + Cinema + Performance

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A partir das 20 h: LA GARÇONNIÈRE

ESPECIAL
Sons e Furyas em Amor
Concebido pelo escritor André Sant’Anna e pelas cantoras e compositoras Vanessa Bumagny e Helô Ribeiro, o espetáculo combina interpretações musicais de canções de autoria dos próprios artistas com uma releitura da canção “O Divã”, de Roberto Carlos. As canções interpretadas recriam ou dialogam de maneira irônica com a leitura performática do livro “Amor”, realizada por seu próprio autor, o escritor André Sant’Anna. Participam também do projeto os músicos Henrique Alves (baixo), Zeca Loureiro (guitarra) e Rogério Bastos (bateria).
As canções são dramatizadas, conferindo ao espetáculo uma atmosfera teatral. O projeto engloba literatura e teatro no contexto de uma apresentação musical.
O texto que norteia o espetáculo é de natureza poética. Partindo de uma base filosófica niilista, o autor questiona, muitas vezes de maneira irônica, outras vezes de maneira escrachada, muitos dos pilares morais sobre os quais a nossa sociedade se sustenta. O espetáculo é carregado de ironia e humor. Os músicos personificam o próprio espírito do texto e dramatizam suas interpretações.
Máquina Monstro
“Psicodelia em preto e branco”, é assim que a banda Máquina Monstro define seu som, um emaranhado de influências que vão do rock alternativo e do pós-punk até a música brasileira dos anos 70, incorporando também elementos de rock progressivo, psicodélico e stoner. As letras falam do peso de viver em uma cidade cinza esmagadora pessoas e da beleza melancólica de nossa insignificância perante o cósmos e a finitude.
Nessa apresentação no Estúdio Lâmina, o quarteto paulista toca as músicas de seu primeiro álbum, “Invisível” – lançado em março deste ano – além de algumas releituras de clássicos da música brasileira.

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LIVROS
Selo Demonio Negro
Editora Córrego
Editora Hedra

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ARTISTAS
Renata Drozdowski
Gabriel Kerhart
Francisco Vilachã
Máquina Monstro

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Teatro
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19h
Grátis
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O Caderno Rosa de Lori Lamby @ Teatro na Mário
Quase vinte anos depois de sua estreia, a peça entra em cartaz novamente na Biblioteca Mário de Andrade com atuação de Iara Jamra e direção de Bete Coelho. Foi Caio Fernando Abreu, conta Hilda, quem primeiro sugeriu a ida da pequena Lorí para os palcos. A atriz Iara diz que o escritor e amigo serviu […]
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Happy Hour
Prata da Casa
18h (entrada até as 22h)
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Happy Hour
Prata da Casa
Começo de semana e aquela playlist envenenada pra dar coragem de viver. Rock, punk, pós-punk, rap e um tanto mais de sons na caixa. Sem DJ, mas com gim tônica tinindo e cerveja trincando.         #happyhour #grátis #sãopaulo #hoje #agenda #agendacultural 
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Música
Fabienne Magnant
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Fabienne Magnant
Violeira e Violonista de Paris, Fabienne Magnant fez várias viagens ao Brasil, que influenciou diretamente em sua trajetória musical. Nestas viagens, estudou e trabalhou com Guerra Peixe e Baden Powel, entre outros. No repertório, Fabienne transita entre composições dos seus 4 CDs, além de músicas de Nazareth, Garoto, Marco Pereira e Gerardo Nuñez. O show […]
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Teatro
Epidemia Prata
20h
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Epidemia Prata
Na madrugada do dia 16 de outubro de 2016 o coletivo de artistas e educadores (Cia Mungunzá de Teatro) aportou/ocupou com 10 contêineres marítimos um terreno público em desuso na Região Central de São Paulo. Motivados pela construção de novos formatos de convivência, o grupo criou o “Teatro de Contêiner Mungunzá”. Lugar de utopia. Em […]
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17/09/2015
UiaTV – Rodrigo Campos
Por: Alice Coutinho
No quarto vídeo do UiaTV, Rodrigo Campos finaliza as gravações de seu novo disco Conversas com Toshiro no estúdio da yb music, e fala sobre o processo de criação do disco. Direção, vídeo e edição: Murilo Alvesso Agradecimento: yb music
23/06/2015
Cícero
Por: Ana Clara Martins Tenório
Em uma sexta feira fria na capital de São Paulo, o teatro do SESC Pinheiros era certeza de ser um dos locais mais calorosos para a noite do dia 19 de abril.   Com ingressos esgotados desde o dia de início das vendas, o cantor Cícero apresentou seu novo trabalho intitulado “A Praia” (2015), mas […]