Local:
Galeria Virgílio
Rua Doutor Virgílio de Carvalho Pinto, 426
Pinheiros - São Paulo
(11) 3061-2999
Horário:
das 10h às 19h
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Grátis
Artes Visuais, Exposição
Exposições Maria Andrade + Diogo de Moraes

Maria Andrade – 3 MARIAS

É possível separar as pinturas de Maria Andrade em 3 grupos: paisagens, abstrações e pinturas de matas.

Acredito que o grupo que menos se relaciona com os outros dois seja a série das pinturas de paisagens. Essas pinturas se baseiam em fotografias, ou são reconstruções efetuadas pela memória. Embora sejam pinturas de paisagens, o uso da cor empregado pela artista não tem a intenção – salvo uma peça – de serem naturalistas. A maioria das pinturas dessa série guarda alguma semelhança, ou até mesmo deriva do interesse da artista por peças gráficas, cartazes, pôsteres.

Há nessas paisagens, quase todas feitas sobre madeira, uma pincelada decidida e decisiva, algo que está diretamente ligado à natureza do suporte. Isso permite também uma materialidade que dá a entender que Maria resolve essas pinturas de uma forma rápida. Nesse suporte, na forma como a artista o utiliza, não há tempo para o arrependimento e dúvidas. Tudo tem que ser resolvido de forma rápida. As dúvidas que provavelmente aparecem são resolvidas e rapidamente eliminadas pela próxima ação decisiva. Os trabalhos ganham assim um frescor e um ar de displicência positiva. 

Esse clima de displicência positiva se faz igualmente presente nos outros dois grupos de trabalho. Porém, aqui, diferentemente das paisagens, os trabalhos passam por um escrutínio maior por parte da artista. As marcas da indecisão e da dúvida aparecem também como forma de expressão. Maria passa mais tempo agindo sobre essas pinturas.

O que ao primeiro olhar pode parecer muito diferente, as pinturas abstratas (círculos) e as pinturas de mata, ao fim ganham proximidade por serem representações que deixam rastros do seu fazer. Embora o grupo de pinturas de mata – suas cores, azul, cinza, verde e preto que nos remetem a Picasso e Manet – possam ter um aspecto mais sombrio e até mais dramático, o outro grupo de pinturas de círculos tem um aspecto mais bem humorado e, porque não, mais absurdo, dada a sua simplicidade. São meus favoritos, devo dizer. Acredito que esses dois assuntos diferentes, matas e círculos, relacionam-se pelo modo como a artista os trata com a mesma intensidade. Há uma intenção de fazer uma pintura densa e séria, porém com humor.

Este é o grande mérito de Maria: trata-se de uma artista ambiciosa, mas com um senso de humor que possibilita que ela tire o melhor proveito de seu oficio.

Maria Andrade (São Paulo, 1967) é artista plástica e artista gráfica.

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Diogo de Moraes | Diário do busão: visitas escolares a instituições artísticas

O “Diário do busão: visitas escolares a instituições artísticas” concebe a mediação como prática documentária de viés artístico. Sua elaboração envolve a infiltração em ônibus que conduzem estudantes da rede pública do ensino a instituições de arte da cidade de São Paulo, por ocasião das visitas agendadas promovidas por seus departamentos educativos.

Dedicado às formas de atuação dos estudantes durante essas visitas, o “Diário” é contrainspirado no “diário de classe”, ferramenta normativa da rotina escolar. O repertório por ele veiculado se faz a partir do interesse por aquilo que os estudantes manifestam nos momentos de interação com as oportunidades de acesso promovidas pelas instituições.

As infiltrações nessas situações desdobram-se na formulação de “relatórios” verbo-visuais alusivos a cada visita. A modalidade de mediação aqui mobilizada opera com o registro, tradução e circulação dos índices resultantes dos encontros e desencontros desses públicos com os bens culturais difundidos pelas instituições, promovendo a visibilização das experiências vivenciadas pelos estudantes na relação com políticas de democratização do acesso.

Testando uma abordagem extrainstitucional, o “Diário” busca criar um canal alternativo de comunicação, com base no entendimento de que, entre aquilo que as instituições ofertam e os seus usos pelos públicos, podem advir reações, saberes e agendas não coincidentes. A atenção a isto pode se desdobrar na deflagração de situações em que as instituições e seus agentes sejam reendereçados por seus públicos, sendo convocados a também aprender com eles.

Diogo de Moraes (São Paulo, 1982) é artista visual, mediador cultural e, atualmente, assistente técnico cultural no Sesc São Paulo, na Gerência de Estudos e Desenvolvimento. Defendeu em 2017 sua pesquisa de mestrado na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, sob o título de “Públicos em emergência: modos de usar ofertas institucionais e práticas artísticas” – da qual o “Diário” é parte integrante.

Até 3 de abril
Segunda a sexta, das 10h às 19h; sábados das 11h às 17h 

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Criada para homenagear a obra de Roberto e Erasmo Carlos, a Banda Del Rey foi idealizada por China e pela banda Mombojó. Nesses 14 anos, já dividiu o palco com nomes consagrados da música brasileira como Wanderléa, Fafá de Belém, Wanusa, Rosemary, Nando Reis, Pitty, Simoninha, Rogério Flausino, Mariana Aydar, além de Erasmo e muitos […]
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