Rapidinha com o Uia: Pedro Granato
Por: Uia Diário
30 de Janeiro de 2018

pedro granatoPedro Granato não para. Ator, dramaturgo, diretor, professor de teatro, administra o Pequeno Ato e é presidente do conselho do MOTIN – Movimento dos Teatros Independentes de São Paulo.

Podemos dizer que Pedro é um ativista social. Ele está sempre promovendo espetáculos nas ruas ou com ingressos a preços acessíveis, e levantando questões de ordem social do país nos textos que escolhe trabalhar. Nesta semana, ele apresenta a peça Fortes Batidas, que trata de temas como homofobia, machismo e auto-afirmação, no Centro Cultural São Paulo. Outro exemplo é a encenação de O Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues, na Praça Roosevelt e em outros espaços abertos.

Sem contar o trabalho no Pequeno Ato, sede da Cia do Feijão, um espaço aberto para novos trabalhos, encenações intimistas e próximas da plateia, que recebe, além das peças, oficinas e ensaios. E no MOTIN, movimento criado por teatros independentes da cidade que visa discutir sua atividade cultural pública e sua identidade frente à população.

Fizemos uma Rapidinha com ele:

Uia: Qual a boa em São Paulo?
Pedro Granato: Curtir a cidade sem carro.

Uia: E uma roubada?
PG: Pegar um carro e ficar no trânsito, com tanta ciclovia e lugares pra se aproveitar.

Uia: Uma trilha sonora pra São Paulo.
PG: Você pode ter uma trilha sonora pra cada dia em São Paulo. Você pode ver um show de MPB, rock, rap. Acho que o pulso do rap combina bastante com São Paulo, mas é uma cidade múltipla.

Uia: Qual o último show que você viu na cidade?
PG: Baiana System. Imperdível. Sempre que tiver estarei lá. Os do Rincon Sapiência também.

Uia: E o último filme que assistiu?
PG: Tô com uma lista de filmes pra assistir. Isso está me pegando mais do que o último que vi. Tem uns 10 no cinema que eu quero ver.

Uia: O que te tira o sono em SP?
PG: Montagens de teatro, vésperas, a crise política e as vezes esses milhares de acontecimentos simultâneos que deixam a gente a mil.

Uia: Alguma solução pra voltar a dormir em paz?
PG: A primeira coisa é restabelecer a democracia no país de fato. Ter uma eleição livre, limpa, com um presidente que seja eleito pela maioria, e não por um golpe parlamentar.

Uia: Um rosto e/ou voz pra São Paulo.
PG: A voz é Mano Brown. Tem o sotaque, o timbre. “Um coração ferido por metro quadrado”. Acho que ele definiu bem a cidade.
Rosto, eu gosto muito dos rostos na estação Sumaré. Acho que a graça de São Paulo é justamente serem muitos rostos. Muitos fenótipos, muitas raças, muitos cruzamentos, muitas origens diferentes. 

Uia: Um espetáculo que você gostaria de ver na cidade.
PG: Queria muito ver e fazer o País Clandestino, a peça que estreei em Buenos Aires e ainda não consegui trazer pra São Paulo, mas que em breve estará aqui.*

Uia: Qual bairro você homenagearia numa canção?
PG: Não sei se um bairro, mas a Praça Roosevelt e o Minhocão, quando estão cheios de gente, pra mim aquilo é uma cara único de São Paulo. Acho que rende uma bela música.

Uia: Uma frase que defina São Paulo.
PG: “Porém com todo defeito, te carrego no meu peito” (Tom Zé)

*Nesta terça-feira (30/1), Pedro anunciou em sua página no Facebook que o espetáculo fará parte da programação da MITsp – Mostra Internacional de Teatro desse ano. Ele estará em cena ao lado de outros quatro diretores: Lucia Miranda (Espanha), Jorge Eiro (Argentina), Florencia Lindner (Uruguai) e Maelle Poesy (França). Serão apenas três apresentações no Brasil, dias 9, 10 e 11 de março. Coloque na agenda!

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